Santa Teresa de Jesus
PARA VÓS NASCI
V Centenrio
do Nascimento de Santa Teresa
1515-2015
Fundações: Capítulo 28
Pistas de leitura
Quatro anos de grandes perseguições depois da fundação de Sevilha, o demónio – escreve Teresa – percebia que tudo era obra do Senhor: o medo da Fundadora era ir contra a vontade do Padre Geral.
O Núncio faleceu e o P. António de Jesus e o P. Graciano padeceram muitas perseguições. Teresa julgava ser ela a causa de toda a tormenta.
É uma fundação muito difícil e uma comunidade um pouco atípica: nove mulheres que viviam juntas numa ermida, querem ser carmelitas descalças.
Teresa enumera cinco razões para não admiti-las; razões excelentes, sem dúvida, mas Deus guiava o assunto e tinha de se cumprir a Sua vontade.
Teresa escreve que “dir-se-ia que não confiava nada em Deus”, e o Senhor dá-lhe uma grande repreensão. As palavras de Deus operam, agem, e Teresa obedece.
Para reflectir, rever a vida, interceder, agradecer, contemplar…
- Um maior bem:
- Estamos bem seguros de que tudo o que nos acontece e que nós sentimos como mau, é sempre, na realidade, um maior bem na óptica de Deus Pai que guia a história e as pessoas crentes?
Os olhos abertos e límpidos sabem reconhecer de antemão o dedo de Deus…
- Deus favorece sempre a verdade:
Todos e todas queremos a verdade, a realidade da vida, mas ensina que não podemos aceitar uma coisa que nos contradiz.
- Sabemos calar e esperar sem duvidar que a verdade sairá vitoriosa? Na comunidade e na nossa consciência pessoal?
- Quando se trata do Seu serviço, vence-se qualquer obstáculo
Nada pode bloquear as obras de Deus: só a liberdade da pessoa pode fazê-lo se não se colocar na óptica do Pai bondoso que ajuda os seus filhos.
- Os verdadeiros desejos
O encontro com Catarina de Cardona e a sua vida de penitência levam Teresa a reflectir sobre os verdadeiros desejos que dimanam do próprio Deus e também sobre os fervores iniciais que mais tarde se sujeitam ao mundo.
- Quantas vezes experimentámos esta dificuldade? Tudo parece morto em nós… ou está só à espera da ressurreição?
- O bem do martírio
O martírio da oferenda da vida e do sangue é um grande dom, mas não é menor o da vida quotidiana das carmelitas como longo martírio de cada dia.
- A esmola
Teresa recebe a caridade, a esmola, como pobre, como dom de Deus: trabalha sempre confiando no Pai e nos irmãos e irmãs, não por solidariedade sociológica, mas para construir o Reino. A pobreza é sinal de desprendimento do mundo, da honra; é a mão aberta que, no nome do Senhor, espera na ajuda que a todos nos faz irmãos.
- Abrimos em paz as nossas mãos e aceitamos partilhar com os outros, com rosto alegre?
Teresa prefere, à honra, perseguições e trabalhos: pensa que a verdade está neles, que são sinais de que o Espírito está modelando na nossa vida a vida de Jesus. A verdadeira descalça deseja padecer em seu serviço, porque quer imitar, de alguma maneira, o seu verdadeiro Esposo. A mensagem mais profunda, não de palavras vazias, mas de “obras” vividas experimentalmente é muito simples: confia sempre na misericórdia de Deus.
Video
Ficheiro
2012-05-18
