Santa Teresa de Jesus
PARA VÓS NASCI
V Centenrio
do Nascimento de Santa Teresa
1515-2015
Aceno histórico: Teresa e a oração contemplativa – II
Mal Santa Teresa se consagrou totalmente a uma vida de perfeição, Deus concedeu-lhe, de novo, a oração de quietude e de união unitiva, que lhe haviam sido conferidas no primeiro período de fervor e, seguida¬mente, retiradas durante dezoito anos de penosa aridez e de distracções.
No famoso símile do horto regado com água tirada a custo dum poço ou recebida directamente dum rio ou arroio, explica a diferença entre a meditação e a oração de quietude. «Porque, ao contrário daquela, esta é um sossego da alma que o Senhor obra pela Sua presença. Afigura-se-lhe nada mais haver que possa desejar; todas as suas potências estão em repouso, sem vontade de se mover, pois cada movimento é como que um obstáculo ao amor»; numa palavra, « a alma é semelhante a uma criança ao peito de sua mãe, que se alimenta sem mover os lábios».
Teresa, porém, nunca se satisfaz com simples des¬crições. Para ela, o que mais conta e que para inumeráveis almas tem servido de guia à perfeição, são os efeitos duma tal oração, sem os quais nada valeria.
Os que recebem estas graças ficam mais sequiosos de praticar a penitência do que dantes e mais indife¬rentes aos sofrimentos. Esforçam-se ainda por se des¬prender completamente de tudo; doutra sorte, estacio¬nariam. Quem ascendeu ao estado de quietude há-de aspirar à oração unitiva, que exige um desprendimento gradual.
A oração unitiva está intimamente relacionada com a oração de quietude e, segundo Santa Teresa, poucos são os contemplativos que, tendo chegado ao estado de quietude, não sejam admitidos de tempo em quando à oração unitiva.
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Ficheiro
2012-05-31
