Santa Teresa de Jesus
PARA VÓS NASCI
V Centenrio
do Nascimento de Santa Teresa
1515-2015
Teresa de Jesus, mestra de experiência – VI
«Não direi coisa que não tenha experimentado muito» (V 18, 8); «o que disser, tenho-o comprovado por experiência» (V 22, 5; 28, 7).
Sono das faculdades
A Madre Teresa fala desta forma de oração na sua Vida (cf. cap. 16-17). Lendo atentamente, tem-se a impressão de que, mais do que de um novo grau de oração, se trata da mesma oração de quietude, mas num grau mais perfeito. Contudo, assinalaremos as suas características.
Aqui Deus infunde na alma uma luz mais abundante que faz o intelecto recolher-se na contemplação, e a atenção fixa-se de tal modo que praticamente desaparece o movimento da imaginação. A alma está tão absorta e imersa no seu profundo recolhimento, as faculdades ficam tão adormecidas às coisas do mundo e todo o ser tão profundamente centrado em Deus, que com razão se pode chamar a este tipo de oração de “sono das faculdades”. “Neste modo de oração - escreve a Santa - a alma não discorre, antes está ocupada em fruir de Deus, como quem está olhando e vê tanto que não sabe para onde voltar os olhos, porque a vista de uma coisa lhe faz perder a de outra e assim não sabe dizer o que viu” (V 17, 5-7).
Nesta oração não se realiza a união plena de todas as faculdades, que ainda têm certa liberdade de movimento, embora sempre e em tudo orientadas para Deus: “As faculdades são capazes tão somente de se ocuparem de Deus. Dir-se-ia que nenhuma ousa mexer-se. Nem podemos fazer que se movam, salvo com muito esforço para nos distrairmos, e ainda assim não me parece que poderíamos consegui-lo inteiramente. Proferem-se, então, muitas palavras de louvor a Deus, de maneira desordenada, se o mesmo Senhor não as conserta. (...) Diz mil santos desatinos, atinando sempre em contentar aquele que a põe em tal estado” (V 16, 3-4).
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Ficheiro
2012-06-22
